Abril, 2026
Sobre o silêncio que não vazio
Há um silêncio que é ausência e há um silêncio que é presença. O primeiro nos assusta. O segundo nos cura. Aprender a distingui-los talvez seja a primeira tarefa da vida espiritual.
Pequenos textos escritos depois dos encontros, quando a casa volta ao silêncio.
Há um silêncio que é ausência e há um silêncio que é presença. O primeiro nos assusta. O segundo nos cura. Aprender a distingui-los talvez seja a primeira tarefa da vida espiritual.
Santa Teresinha não nos ensinou a fazer coisas pequenas — ensinou a fazer com amor as coisas que já fazíamos. A diferença é toda. Lavar uma louça pode ser oração; rezar pode ser apenas barulho.
A toalha bordada na mesa, a vela acesa, o pão repartido com cuidado — não são adornos. São o modo como a alma diz, com as mãos, que reconhece a dignidade daquele instante.